Caminho
corro num vale enorme
o meu cão
corre atrás de mim.
Que alegria!
Caio na relva
salpicada de mil e uma flores.
rebolo, rio e o cão também.
Que felicidade poder brincar e sorrir.
Já cansada eu paro.
Deleito-me na relva ainda húmida
da cacimba da manhã
e penso, e escuto
o chilrear do passarinho
que lá longe sorri
passeando a sua liberdade...
E eu choro, tenho inveja,
escondo a cara dos raios solares,
o coração palpita,
a formiga labuta
na sua tarefa alegre e feliz.
E eu grito
um grito mudo
que ninguém ouve,
mas ecoa dentro de mim.
Emudeço,
também quero ser livre.
Então o cão, o passarinho,
a formiga e a cacimba
vêm beijar-me
e preparam
o funeral da minha tristeza.
E eu, sonho de novo.



.jpg)

















