Daqui, de onde te nao vejo

Daqui, de onde
te não vejo
o olhar fragmenta-se
em vidros obscuros
ou em brumas…
…
…correm prantos
neste peito agitado
por ti esperando
num aperto tão suspenso
que não sinto
não vislumbro
a fome da minha pele.
Seco, esmorecido,
amarfanha-se o desejo apagado
que balanceia
cachoeiras de enleios
nesta noite tão densa
tão insana,
que os olhos cerram-se
numa clausura amnésica
da espera.
                Esse teu perfume
                já não o reconheço…
                desfigurou
                o cheiro da tua pele!


















