sexta-feira, 13 de março de 2009
quinta-feira, 29 de janeiro de 2009
Teu olhar anuncia
Teu olhar anuncia
o principio do fim.
Doce, amada, predilecta,
murmuras sem palavras
um fenecimento
que me banha de lágrimas.
-Respira o meu ar
ele é demais p´ra mim…-
Porque te vais assim
tão depressa, meu amor?
É fria a noite,
é eterna a saudade.
Sussurro-te silenciosos ais,
tacteio-te num negar a evidência,
amparo-te com manto da desgraça,
perco-me em orações finitas,
arrasto-me para o silêncio da separação
sem sentir que a dor
me cegou a alma…
-Respira o meu ar
ele é demais p´ra mim…-
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Rosa Maria Anselmo
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19:49
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terça-feira, 6 de janeiro de 2009
Palavras
Hoje, em especial,
sinto-me perdida no mundo das palavras.
Olho-as, toco-as
e elas fogem-me.
Sinto-as num patamar distante de mim,
bailam à frente dos meus olhos
numa dança que me hipnotiza.
Vejo-as vestidas
de mil e um significados
e não lhes distingo as cores,
tal é o brilho que as envolve...
- Eu bem disse que hoje
andava perdida das palavras....
queria tanto encontrá-las!
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Rosa Maria Anselmo
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17:27
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domingo, 2 de novembro de 2008
No pedestal da altivez
No pedestal da altivez
gravitas na cegueira
do teu jeito fecundado
em abastança.
Rosto mascarado
de crua indiferença…
Olho-te profundamente
nesse teu olhar
que brilha de raiva
e gemem as palavras
que não são ditas..
vozeio na absoluta
escuridão da mensagem.
Desintegro-me
em mil dores
na ravina do esquecimento
a que me obrigo,
flagelando-me
emudecendo-me
nas horas
em que não choras
as minhas dores.
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Rosa Maria Anselmo
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11:58
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quinta-feira, 2 de outubro de 2008
Colectânea- A arte pela Escrita


A Arte pela Escrita – Colectânea de Prosa e Poesia
São 37 autores, no total, oriundos do Minho ao Algarve, passando pelas regiões autónomas e pelo Brasil. Uma excelente montra do que se vai fazendo em língua portuguesa. Em prosa e em poesia. Nos mais diversos registos e estilos, mas sempre com o mesmo denominador comum: a qualidade.
Esta é também a prova de que o virtual e o real, neste caso a edição on.line (EscritArtes) e a tradicional publicação em livro (artEscrita Editora), não têm forçosamente que seguir caminhos divergentes. Completam-se e complementam-se.
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Rosa Maria Anselmo
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11:30
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quarta-feira, 1 de outubro de 2008
Deito-me numa cama
Deito-me numa cama
feita de culpas
num templo
onde o tempo não existe
e enrodilho-me em lençóis
bordados a ponto cruz.
Crucifico-me
pela minha ignorância
de nada ser
senão ter.
Cravo na pele
pedaços de quimeras
como se elas
me aquecessem
neste gélido leito.
De pálpebras fechadas
- que a emoção cega –
perco-me
em tinos e desatinos
que só dos loucos
são pertença.
Em pose embrionária
mergulho num sono induzido,
tão real
que rostos
(e tantos)
me oferecem vinagre
para a sede matar.
Não sinto a cama
nem as quimeras
nem a loucura,
apenas o sabor agridoce
do tempo que não existe.
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Rosa Maria Anselmo
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18:43
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domingo, 28 de setembro de 2008
segunda-feira, 22 de setembro de 2008
Deslizo sem tempo de espera
Deslizo sem tempo de espera
em falésias onde o perigo
chama,
reclama, implora
por meus gemidos,
gritos, arrepios.
E aí vou eu
sem roupas
que me tapem as fraquezas,
nem nexo
que me tolda os sentidos,
sem asas
para não sobreviver
a feridas,
a sangue…
a dor sem lágrimas.
Depois…
rodopio a vertigem,
seguro-me nas franjas da saudade
e…placidamente
suspiro
por te ter perdido
naquela mesma falésia
que o tempo esculpiu.
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Rosa Maria Anselmo
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13:33
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domingo, 21 de setembro de 2008
" Mínimos Instantes " de Paulo Afonso Ramos

No dia 27 de Setembro de 2008, pelas 15 horas, no Auditório da Câmara Municipal da Amadora, Paulo Afonso Ramos vai lançar o seu livro Mínimos Instantes , um livro de qualidade literária elevada. Eu, estarei presente. E tu? Não percas, será um dia inesquecível.
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Rosa Maria Anselmo
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14:27
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quarta-feira, 16 de julho de 2008
Leva o medo
Leva o medo,
abraça os gestos imperfeitos
de noites não dormidas,
de quimeras tão azuis
como azul é o olhar
que não toco à instantes.
Resgata fantasmas,
aqueles sim,
esses que povoam
o espaço entre nós
e impedem o sôfrego desejo
de impulsos controlados
na perfeição do segredo.
Leva o medo
e deixa-me a luz
para nela me banhar
em noite de lua cheia
cheirando a maresia.
Depois…
depois segura entre mãos,
suavemente,
o doce amor
que te deixei…
… solene.
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Rosa Maria Anselmo
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23:40
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segunda-feira, 7 de julho de 2008
segunda-feira, 30 de junho de 2008
quinta-feira, 26 de junho de 2008
SINAIS DO SILÊNCIO- e foi assim que nasci em Lisboa
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Rosa Maria Anselmo
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segunda-feira, 16 de junho de 2008
quarta-feira, 11 de junho de 2008
A festa do meu nascimento- Sinais do Silêncio
A cada um dos que estiveram presentes no dia 7.06.08, deixo-vos esta mensagem:
"Eu gosto tanto de ti"
Quisera de cada um de nós pudesse dizer mais vezes àqueles que se cruzam na nossa vida "eu gosto tanto de ti", estou certa que o mundo seria mais sereno, haveria mais tolerância, mais amor pelo próximo.
um beijo a cada um de VÓS
E foi assim que eu nasci, rodeada de muitos amigos, de música, de declamações de poesia acompanhados ao som de um violino, de sombras, de sorrisos e beijos que se espalhavam e entrelaçavam nos jardins suspensos de heras e gerberas! Vejam a seguir o vídeo e comprovem a felicidade da minha "mãe"... que depressa se apressou a dizer que eu já não lhe pertencia. Agora, diz ela, sou de cada um de vós! Obrigada por me aceitarem!
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Rosa Maria Anselmo
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11:35
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terça-feira, 27 de maio de 2008
segunda-feira, 19 de maio de 2008
CONVITE - SINAIS DO SILÊNCIO
Queridos Amigos (as)
"Sinais do Silêncio" está quase a nascer! A sua apresentação será feita no dia 7 de Junho, pelas 16 horas, no Diana Bar – Av. dos Banhos, Praia da Póvoa de Varzim. Será um privilégio ter a vossa companhia nesse dia.
A apresentação do Livro será feita pela poetisa Conceição Bernardino, e o prefácio da autoria de Alice Santos. Aqui fica um excerto desse mesmo prefácio:
"No segundo livro de Rosa Maria encontramos uma mulher muito mais liberta, onde a escrita e a paixão andam de mãos dadas, inseparáveis, qual par de amantes.
Surge uma Rosa que resolveu desabrochar e nos mostra a alma desnudada, sem pudor ou preconceito, sem receios, medos, falsos moralismos. Uma mulher mais atrevida nas palavras, com diálogos interditos, e, por isso, mais despida de si e vestida de candura, sedução e desejos.
A sua essência consegue conquistar o impossível pois, quem ler estes versos vai ser protagonista do encontro mágico entre o ser e o sentir.
A poesia entranha-se de mansinho na alma do leitor, entreabrindo a porta da imaginação e deixando-o transformar-se em tudo o que sempre sonhou e nunca ousou concretizar."
Espero por si.
Rosa Maria Anselmo
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Rosa Maria Anselmo
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quarta-feira, 14 de maio de 2008
quarta-feira, 7 de maio de 2008
segunda-feira, 5 de maio de 2008
Renata Gonçalves canta Pontes entre nós de Pedro Abrunhosa
PONTES ENTRE NÓS de Pedro Abrunhosa
Eu tenho o tempo,
Tu tens o chão,
Tens as palavras
Entre a luz e a escuridão.
Eu tenho a noite,
E tu tens a dor,
Tens o silêncio
Que por dentro sei de cor.
E eu, e tu,
Perdidos e sós,
Amantes distantes,
Que nunca caiam as pontes entre nós.
Eu tenho o medo,
Tu tens a paz,
Tens a loucura que a manhã ainda te traz.
Eu tenho a terra,
Tu tens as mãos,
Tens o desejo que bata em nós um coração.
E eu, e tu,
Perdidos e sós,
Amantes distantes,
Que nunca caiam as pontes entre nós.
(Este vídeo foi feito pela minha amiga Conceição Bernardino). Obrigada!!!!!!
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Rosa Maria Anselmo
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10:16
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