quinta-feira, 22 de julho de 2010

Tu és inteiro

Tu és inteiro
e eu a fracção de ti
que não é perfeita.

Desembrulho-me, rompendo pele
e faixas que me ocultam,
ofereço-me num búzio de mar
para que oiças o leve sopro do meu coração.

Sim, encosta a concha aos teus sentidos
e sente como sou quebradiça,
tão temporariamente menina
que te espera até o tiquetaque
anunciar a hora da descoberta.

És completo e eu…
….pedaços fragmentados

de um tempo tão longínquo,
onde mares não existiam,
apenas a aridez da mutismo.

E escutas o som desse búzio
de uma qualquer praia
perdida no finito do teu esquecimento.

Renasce a pele,
reacende a luz no brilho de papel de seda…

Novamente me invólucro
à espera de ser inventada…
sim, porque tu és inteiro
e eu a fracção de ti
que não é perfeita.

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010

MEU QUERIDO AMIGO QUIM




Meu querido Quim

Hoje, não sou capar de te dizer grandes coisas… é que sabes tenho o meu coração partido. Tu foste embora ontem para um lugar que desconheço, dizem que é o Céu e quero acreditar que sim, porque só aí há lugar para pessoas como tu.
Hoje, meu querido amigo, não estamos no banco da escola, onde partilhamos tantas alegrias e preocupações dos testes que iríamos fazer durante a semana. Não meu querido, hoje fomos brutalmente separados, sem qualquer aviso, sem eu te poder dizer que te amo tanto, que és tão especial no meu coração.
Hoje, troquei lágrimas com a tua Ana, que mais podia fazer… tão longe estou da tua casa?
Mas não quero chorar mais…. Quero dizer-te que fui muito feliz contigo, que sentia sempre, mesmo com a distância física, que a nossa amizade era verdadeira, genuína, alegre.
Vou recordar sempre a tua voz, a tua graça permanente, o encanto do teu sorriso.
Hoje, o meu pensamento pertence-te por inteiro.
Estás aí? Ouves a voz do meu coração? Eu sei que sim!
Eras o meu querido amigo Quim, e serás sempre o meu querido amigo Quim. A morte, não matou a nossa amizade, pelo contrário, fê-la mais forte, porque a nossa amizade está para além desta vida.
Deixaste-me ainda a tua querida Ana e o teu amado filho.

Estou aqui, sentada ao teu lado, num espaço etéreo.

Amanhã ou outro dia, escrevo-te de forma diferente… porque hoje não sou capaz de dizer quase nada…..

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

Pudesse ter eu sempre

Pudesse ter eu sempre
na palma da minha mão
a doçura da tua voz,
a leveza do teu encanto
e sentir-me-ia….

…flor a nascer na Primavera.

Pudesse,
ai se eu pudesse
escrever sem palavras
a emoção dos acordes
de uma partitura…

….que é tua por ser um dom.

Pudesse,
sim
pudesse eu não emudecer
no encontro da tua simplicidade
e julgaria ter encontrado
o arco-íris
numa branca folha
preenchida de claves de sol.

Pudesse eu….

…mas não posso…

tamanha é a tua áurea.

quarta-feira, 11 de novembro de 2009

Pela madrugada

Pela madrugada

escuto o cálido conforto

do silêncio da morada.

E tu não sabes

como me sinto parte dele…

Torcida em palavras

mudas,

aveludadas de ternura,

desespero

neste tempo de lentidão

por outras tantas

que sei

não serão nunca articuladas.

E tu não sabes

da fome

que eu tenho delas…

No calor que a sombra me imola

espero,

quase desafiando as estrelas,

por uma noite só minha

por inteiro.

E tu não sabes

da cor desses sonhos

nem da violência

que me dilacera o peito

quando afiro a verdade…

tão nua, tão crua.

E suspiro tão baixinho

para não te acordar

e te lembrar

que só eu sei

que não sabes quase nada de mim.

sexta-feira, 11 de setembro de 2009

O novo membro da minha família


Olá
O meu nome é Ruca, sou um cachorro da raça Golden Retriver, tenho quase dois meses, e vim para a minha nova família há 3 semanas. Estou muito feliz, sou um cachorro vivo, malandro, meigo, e adoro fazer traquinices, enfim como é normal!, se quiserem ir conhecendo melhor a minha rica vida, espreitem: http://omundodoruca.blogspot.com
beijinhos a todos

sexta-feira, 13 de março de 2009

FESTA DO ESCRITARTES E LANÇAMENTO DO LIVRO DE GORETIDIAS


Programa:

Dia 4 de Abril de 2009

Casa Juvenil São João Bosco

Quinta do Carvalho

Contumil Porto (a Campanhã / estádio do dragão)


Venha daí! Esperamos por si

quinta-feira, 29 de janeiro de 2009

Teu olhar anuncia

Teu olhar anuncia
o principio do fim.
Doce, amada, predilecta,
murmuras sem palavras
um fenecimento
que me banha de lágrimas.

-Respira o meu ar
ele é demais p´ra mim…-

Porque te vais assim
tão depressa, meu amor?

É fria a noite,
é eterna a saudade.

Sussurro-te silenciosos ais,
tacteio-te num negar a evidência,
amparo-te com manto da desgraça,
perco-me em orações finitas,
arrasto-me para o silêncio da separação
sem sentir que a dor
me cegou a alma…


-Respira o meu ar
ele é demais p´ra mim…-

terça-feira, 6 de janeiro de 2009

Palavras

Hoje, em especial,
sinto-me perdida no mundo das palavras.

Olho-as, toco-as
e elas fogem-me.

Sinto-as num patamar distante de mim,
bailam à frente dos meus olhos
numa dança que me hipnotiza.

Vejo-as vestidas
de mil e um significados
e não lhes distingo as cores,
tal é o brilho que as envolve...

- Eu bem disse que hoje
andava perdida das palavras....

queria tanto encontrá-las!

domingo, 2 de novembro de 2008

No pedestal da altivez

No pedestal da altivez
gravitas na cegueira
do teu jeito fecundado
em abastança.

Rosto mascarado
de crua indiferença…

Olho-te profundamente
nesse teu olhar
que brilha de raiva
e gemem as palavras
que não são ditas..
vozeio na absoluta
escuridão da mensagem.

Desintegro-me
em mil dores
na ravina do esquecimento
a que me obrigo,
flagelando-me
emudecendo-me
nas horas
em que não choras
as minhas dores.

quinta-feira, 2 de outubro de 2008

Colectânea- A arte pela Escrita







A Arte pela Escrita – Colectânea de Prosa e Poesia

São 37 autores, no total, oriundos do Minho ao Algarve, passando pelas regiões autónomas e pelo Brasil. Uma excelente montra do que se vai fazendo em língua portuguesa. Em prosa e em poesia. Nos mais diversos registos e estilos, mas sempre com o mesmo denominador comum: a qualidade.
Esta é também a prova de que o virtual e o real, neste caso a edição on.line (EscritArtes) e a tradicional publicação em livro (artEscrita Editora), não têm forçosamente que seguir caminhos divergentes. Completam-se e complementam-se.

quarta-feira, 1 de outubro de 2008

Deito-me numa cama

Deito-me numa cama
feita de culpas
num templo
onde o tempo não existe
e enrodilho-me em lençóis
bordados a ponto cruz.

Crucifico-me
pela minha ignorância
de nada ser
senão ter.

Cravo na pele
pedaços de quimeras
como se elas
me aquecessem
neste gélido leito.

De pálpebras fechadas
- que a emoção cega –
perco-me
em tinos e desatinos
que só dos loucos
são pertença.

Em pose embrionária
mergulho num sono induzido,
tão real
que rostos
(e tantos)
me oferecem vinagre
para a sede matar.

Não sinto a cama
nem as quimeras
nem a loucura,
apenas o sabor agridoce
do tempo que não existe.

domingo, 28 de setembro de 2008

segunda-feira, 22 de setembro de 2008

Deslizo sem tempo de espera

Deslizo sem tempo de espera
em falésias onde o perigo
chama,
reclama, implora
por meus gemidos,
gritos, arrepios.

E aí vou eu
sem roupas
que me tapem as fraquezas,
nem nexo
que me tolda os sentidos,
sem asas
para não sobreviver
a feridas,
a sangue…
a dor sem lágrimas.

Depois…
rodopio a vertigem,
seguro-me nas franjas da saudade
e…placidamente
suspiro
por te ter perdido
naquela mesma falésia
que o tempo esculpiu.

domingo, 21 de setembro de 2008

" Mínimos Instantes " de Paulo Afonso Ramos



No dia 27 de Setembro de 2008, pelas 15 horas, no Auditório da Câmara Municipal da Amadora, Paulo Afonso Ramos vai lançar o seu livro Mínimos Instantes , um livro de qualidade literária elevada. Eu, estarei presente. E tu? Não percas, será um dia inesquecível.

quarta-feira, 16 de julho de 2008

Leva o medo

Leva o medo,
abraça os gestos imperfeitos
de noites não dormidas,
de quimeras tão azuis
como azul é o olhar
que não toco à instantes.

Resgata fantasmas,
aqueles sim,
esses que povoam
o espaço entre nós
e impedem o sôfrego desejo
de impulsos controlados
na perfeição do segredo.

Leva o medo
e deixa-me a luz
para nela me banhar
em noite de lua cheia
cheirando a maresia.

Depois…
depois segura entre mãos,
suavemente,
o doce amor
que te deixei…

… solene.

segunda-feira, 7 de julho de 2008

segunda-feira, 30 de junho de 2008

quinta-feira, 26 de junho de 2008

segunda-feira, 16 de junho de 2008

SINAIS DO SILÊNCIO- Aí vou eu a Lisboa






Pois é... dia 21 pelas 16 horas vou dar-me a conhecer na Livraria Bulhosa. Espero por ti sim?










quarta-feira, 11 de junho de 2008

A festa do meu nascimento- Sinais do Silêncio

A cada um dos que estiveram presentes no dia 7.06.08, deixo-vos esta mensagem:
"Eu gosto tanto de ti"
Quisera de cada um de nós pudesse dizer mais vezes àqueles que se cruzam na nossa vida "eu gosto tanto de ti", estou certa que o mundo seria mais sereno, haveria mais tolerância, mais amor pelo próximo.
um beijo a cada um de VÓS







E foi assim que eu nasci, rodeada de muitos amigos, de música, de declamações de poesia acompanhados ao som de um violino, de sombras, de sorrisos e beijos que se espalhavam e entrelaçavam nos jardins suspensos de heras e gerberas! Vejam a seguir o vídeo e comprovem a felicidade da minha "mãe"... que depressa se apressou a dizer que eu já não lhe pertencia. Agora, diz ela, sou de cada um de vós! Obrigada por me aceitarem!