quarta-feira, 11 de novembro de 2009

Pela madrugada

Pela madrugada

escuto o cálido conforto

do silêncio da morada.

E tu não sabes

como me sinto parte dele…

Torcida em palavras

mudas,

aveludadas de ternura,

desespero

neste tempo de lentidão

por outras tantas

que sei

não serão nunca articuladas.

E tu não sabes

da fome

que eu tenho delas…

No calor que a sombra me imola

espero,

quase desafiando as estrelas,

por uma noite só minha

por inteiro.

E tu não sabes

da cor desses sonhos

nem da violência

que me dilacera o peito

quando afiro a verdade…

tão nua, tão crua.

E suspiro tão baixinho

para não te acordar

e te lembrar

que só eu sei

que não sabes quase nada de mim.

9 comentários:

Sonhadora disse...

Maravilhoso poema.
Vou voltar mais vezes.Gostei do que li.
Um Beijo
Sonhadora

Manuela Fonseca disse...

Querida Rosinha,

Continuas a escrever tão bem!
As tuas palavras devoram-me a fome que tenho de poesia.
Obrigado por esta leitura!!!

Beijinhos***

Luis F disse...

Amiga

Maravilhoso poema onde as tuas palavras transportam tanto sentimento.

Dia 21 lá estaremos juntos, obrigado por apareceres

Bjs
Luis

PequenaSonhadora89 disse...

Gostei muito mesmo.
Esta lindissimo!

BeijO

Fê-blue bird disse...

Sigo o seu blogue com muito interesse há já algum tempo, adoro tudo o que escreve pois revela uma alma sensível e cheia de emoção, sei bem como os comentários são motivadores por isso peço desculpa de só agora o fazer, mas prometo continuar.
Beijinhos e parabéns!

Daniel Aladiah disse...

Querida Rosda Maria
E sabemos sempre tão pouco...
Um beijo
Daniel

mfna disse...

Muito bonito! Parabens pelo encadeamento de ideias. Gostei muito. =)

Sorte**

--- SimplyArt --- disse...

surpreendente! Adorei.

christopher lei disse...

adoro!