quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

O encanto do reencontro

Ontem fiquei mais rica: Encontrei amigos de um passado que me é muito querido. Esta noite transportei-me para a minha adolescência, para terras que ainda sinto nos pés descalços. Senti o cheiro da terra castanha, vislumbrei as queimadas que formavam desenhos abstractos na serra que nos rodeava, sentei-me no chão junto a um sino, fechei os olhos e revi rostos que teimo em não esquecer. Somos todos meninos ainda, uns mais meninos que outros, mas as mãos tocam-se,agarram-se como que desejando não ser adultos como o somos hoje. É tão fácil ser feliz! Não careço de rubi ou diamantes. A emoção do reencontro é a pérola que melhor enfeita a janela do meu coração.

quinta-feira, 22 de julho de 2010

Tu és inteiro

Tu és inteiro
e eu a fracção de ti
que não é perfeita.

Desembrulho-me, rompendo pele
e faixas que me ocultam,
ofereço-me num búzio de mar
para que oiças o leve sopro do meu coração.

Sim, encosta a concha aos teus sentidos
e sente como sou quebradiça,
tão temporariamente menina
que te espera até o tiquetaque
anunciar a hora da descoberta.

És completo e eu…
….pedaços fragmentados

de um tempo tão longínquo,
onde mares não existiam,
apenas a aridez da mutismo.

E escutas o som desse búzio
de uma qualquer praia
perdida no finito do teu esquecimento.

Renasce a pele,
reacende a luz no brilho de papel de seda…

Novamente me invólucro
à espera de ser inventada…
sim, porque tu és inteiro
e eu a fracção de ti
que não é perfeita.

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010

MEU QUERIDO AMIGO QUIM




Meu querido Quim

Hoje, não sou capar de te dizer grandes coisas… é que sabes tenho o meu coração partido. Tu foste embora ontem para um lugar que desconheço, dizem que é o Céu e quero acreditar que sim, porque só aí há lugar para pessoas como tu.
Hoje, meu querido amigo, não estamos no banco da escola, onde partilhamos tantas alegrias e preocupações dos testes que iríamos fazer durante a semana. Não meu querido, hoje fomos brutalmente separados, sem qualquer aviso, sem eu te poder dizer que te amo tanto, que és tão especial no meu coração.
Hoje, troquei lágrimas com a tua Ana, que mais podia fazer… tão longe estou da tua casa?
Mas não quero chorar mais…. Quero dizer-te que fui muito feliz contigo, que sentia sempre, mesmo com a distância física, que a nossa amizade era verdadeira, genuína, alegre.
Vou recordar sempre a tua voz, a tua graça permanente, o encanto do teu sorriso.
Hoje, o meu pensamento pertence-te por inteiro.
Estás aí? Ouves a voz do meu coração? Eu sei que sim!
Eras o meu querido amigo Quim, e serás sempre o meu querido amigo Quim. A morte, não matou a nossa amizade, pelo contrário, fê-la mais forte, porque a nossa amizade está para além desta vida.
Deixaste-me ainda a tua querida Ana e o teu amado filho.

Estou aqui, sentada ao teu lado, num espaço etéreo.

Amanhã ou outro dia, escrevo-te de forma diferente… porque hoje não sou capaz de dizer quase nada…..

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

Pudesse ter eu sempre

Pudesse ter eu sempre
na palma da minha mão
a doçura da tua voz,
a leveza do teu encanto
e sentir-me-ia….

…flor a nascer na Primavera.

Pudesse,
ai se eu pudesse
escrever sem palavras
a emoção dos acordes
de uma partitura…

….que é tua por ser um dom.

Pudesse,
sim
pudesse eu não emudecer
no encontro da tua simplicidade
e julgaria ter encontrado
o arco-íris
numa branca folha
preenchida de claves de sol.

Pudesse eu….

…mas não posso…

tamanha é a tua áurea.

quarta-feira, 11 de novembro de 2009

Pela madrugada

Pela madrugada

escuto o cálido conforto

do silêncio da morada.

E tu não sabes

como me sinto parte dele…

Torcida em palavras

mudas,

aveludadas de ternura,

desespero

neste tempo de lentidão

por outras tantas

que sei

não serão nunca articuladas.

E tu não sabes

da fome

que eu tenho delas…

No calor que a sombra me imola

espero,

quase desafiando as estrelas,

por uma noite só minha

por inteiro.

E tu não sabes

da cor desses sonhos

nem da violência

que me dilacera o peito

quando afiro a verdade…

tão nua, tão crua.

E suspiro tão baixinho

para não te acordar

e te lembrar

que só eu sei

que não sabes quase nada de mim.

sexta-feira, 11 de setembro de 2009

O novo membro da minha família


Olá
O meu nome é Ruca, sou um cachorro da raça Golden Retriver, tenho quase dois meses, e vim para a minha nova família há 3 semanas. Estou muito feliz, sou um cachorro vivo, malandro, meigo, e adoro fazer traquinices, enfim como é normal!, se quiserem ir conhecendo melhor a minha rica vida, espreitem: http://omundodoruca.blogspot.com
beijinhos a todos

sexta-feira, 13 de março de 2009

FESTA DO ESCRITARTES E LANÇAMENTO DO LIVRO DE GORETIDIAS


Programa:

Dia 4 de Abril de 2009

Casa Juvenil São João Bosco

Quinta do Carvalho

Contumil Porto (a Campanhã / estádio do dragão)


Venha daí! Esperamos por si

quinta-feira, 29 de janeiro de 2009

Teu olhar anuncia

Teu olhar anuncia
o principio do fim.
Doce, amada, predilecta,
murmuras sem palavras
um fenecimento
que me banha de lágrimas.

-Respira o meu ar
ele é demais p´ra mim…-

Porque te vais assim
tão depressa, meu amor?

É fria a noite,
é eterna a saudade.

Sussurro-te silenciosos ais,
tacteio-te num negar a evidência,
amparo-te com manto da desgraça,
perco-me em orações finitas,
arrasto-me para o silêncio da separação
sem sentir que a dor
me cegou a alma…


-Respira o meu ar
ele é demais p´ra mim…-

terça-feira, 6 de janeiro de 2009

Palavras

Hoje, em especial,
sinto-me perdida no mundo das palavras.

Olho-as, toco-as
e elas fogem-me.

Sinto-as num patamar distante de mim,
bailam à frente dos meus olhos
numa dança que me hipnotiza.

Vejo-as vestidas
de mil e um significados
e não lhes distingo as cores,
tal é o brilho que as envolve...

- Eu bem disse que hoje
andava perdida das palavras....

queria tanto encontrá-las!

domingo, 2 de novembro de 2008

No pedestal da altivez

No pedestal da altivez
gravitas na cegueira
do teu jeito fecundado
em abastança.

Rosto mascarado
de crua indiferença…

Olho-te profundamente
nesse teu olhar
que brilha de raiva
e gemem as palavras
que não são ditas..
vozeio na absoluta
escuridão da mensagem.

Desintegro-me
em mil dores
na ravina do esquecimento
a que me obrigo,
flagelando-me
emudecendo-me
nas horas
em que não choras
as minhas dores.

quinta-feira, 2 de outubro de 2008

Colectânea- A arte pela Escrita







A Arte pela Escrita – Colectânea de Prosa e Poesia

São 37 autores, no total, oriundos do Minho ao Algarve, passando pelas regiões autónomas e pelo Brasil. Uma excelente montra do que se vai fazendo em língua portuguesa. Em prosa e em poesia. Nos mais diversos registos e estilos, mas sempre com o mesmo denominador comum: a qualidade.
Esta é também a prova de que o virtual e o real, neste caso a edição on.line (EscritArtes) e a tradicional publicação em livro (artEscrita Editora), não têm forçosamente que seguir caminhos divergentes. Completam-se e complementam-se.

quarta-feira, 1 de outubro de 2008

Deito-me numa cama

Deito-me numa cama
feita de culpas
num templo
onde o tempo não existe
e enrodilho-me em lençóis
bordados a ponto cruz.

Crucifico-me
pela minha ignorância
de nada ser
senão ter.

Cravo na pele
pedaços de quimeras
como se elas
me aquecessem
neste gélido leito.

De pálpebras fechadas
- que a emoção cega –
perco-me
em tinos e desatinos
que só dos loucos
são pertença.

Em pose embrionária
mergulho num sono induzido,
tão real
que rostos
(e tantos)
me oferecem vinagre
para a sede matar.

Não sinto a cama
nem as quimeras
nem a loucura,
apenas o sabor agridoce
do tempo que não existe.

domingo, 28 de setembro de 2008

segunda-feira, 22 de setembro de 2008

Deslizo sem tempo de espera

Deslizo sem tempo de espera
em falésias onde o perigo
chama,
reclama, implora
por meus gemidos,
gritos, arrepios.

E aí vou eu
sem roupas
que me tapem as fraquezas,
nem nexo
que me tolda os sentidos,
sem asas
para não sobreviver
a feridas,
a sangue…
a dor sem lágrimas.

Depois…
rodopio a vertigem,
seguro-me nas franjas da saudade
e…placidamente
suspiro
por te ter perdido
naquela mesma falésia
que o tempo esculpiu.

domingo, 21 de setembro de 2008

" Mínimos Instantes " de Paulo Afonso Ramos



No dia 27 de Setembro de 2008, pelas 15 horas, no Auditório da Câmara Municipal da Amadora, Paulo Afonso Ramos vai lançar o seu livro Mínimos Instantes , um livro de qualidade literária elevada. Eu, estarei presente. E tu? Não percas, será um dia inesquecível.

quarta-feira, 16 de julho de 2008

Leva o medo

Leva o medo,
abraça os gestos imperfeitos
de noites não dormidas,
de quimeras tão azuis
como azul é o olhar
que não toco à instantes.

Resgata fantasmas,
aqueles sim,
esses que povoam
o espaço entre nós
e impedem o sôfrego desejo
de impulsos controlados
na perfeição do segredo.

Leva o medo
e deixa-me a luz
para nela me banhar
em noite de lua cheia
cheirando a maresia.

Depois…
depois segura entre mãos,
suavemente,
o doce amor
que te deixei…

… solene.

segunda-feira, 7 de julho de 2008

segunda-feira, 30 de junho de 2008

quinta-feira, 26 de junho de 2008

segunda-feira, 16 de junho de 2008

SINAIS DO SILÊNCIO- Aí vou eu a Lisboa






Pois é... dia 21 pelas 16 horas vou dar-me a conhecer na Livraria Bulhosa. Espero por ti sim?










quarta-feira, 11 de junho de 2008

A festa do meu nascimento- Sinais do Silêncio

A cada um dos que estiveram presentes no dia 7.06.08, deixo-vos esta mensagem:
"Eu gosto tanto de ti"
Quisera de cada um de nós pudesse dizer mais vezes àqueles que se cruzam na nossa vida "eu gosto tanto de ti", estou certa que o mundo seria mais sereno, haveria mais tolerância, mais amor pelo próximo.
um beijo a cada um de VÓS







E foi assim que eu nasci, rodeada de muitos amigos, de música, de declamações de poesia acompanhados ao som de um violino, de sombras, de sorrisos e beijos que se espalhavam e entrelaçavam nos jardins suspensos de heras e gerberas! Vejam a seguir o vídeo e comprovem a felicidade da minha "mãe"... que depressa se apressou a dizer que eu já não lhe pertencia. Agora, diz ela, sou de cada um de vós! Obrigada por me aceitarem!

terça-feira, 27 de maio de 2008

SINAIS DO SILÊNCIO

segunda-feira, 19 de maio de 2008

CONVITE - SINAIS DO SILÊNCIO




Queridos Amigos (as)


"Sinais do Silêncio" está quase a nascer! A sua apresentação será feita no dia 7 de Junho, pelas 16 horas, no Diana Bar – Av. dos Banhos, Praia da Póvoa de Varzim. Será um privilégio ter a vossa companhia nesse dia.

A apresentação do Livro será feita pela poetisa Conceição Bernardino, e o prefácio da autoria de Alice Santos. Aqui fica um excerto desse mesmo prefácio:



"No segundo livro de Rosa Maria encontramos uma mulher muito mais liberta, onde a escrita e a paixão andam de mãos dadas, inseparáveis, qual par de amantes.

Surge uma Rosa que resolveu desabrochar e nos mostra a alma desnudada, sem pudor ou preconceito, sem receios, medos, falsos moralismos. Uma mulher mais atrevida nas palavras, com diálogos interditos, e, por isso, mais despida de si e vestida de candura, sedução e desejos.

A sua essência consegue conquistar o impossível pois, quem ler estes versos vai ser protagonista do encontro mágico entre o ser e o sentir.

A poesia entranha-se de mansinho na alma do leitor, entreabrindo a porta da imaginação e deixando-o transformar-se em tudo o que sempre sonhou e nunca ousou concretizar."



Espero por si.

Rosa Maria Anselmo

quarta-feira, 14 de maio de 2008

Falta 3 semanas para nascer!!!!

quarta-feira, 7 de maio de 2008

Falta um mês para nascer!!!

segunda-feira, 5 de maio de 2008

Renata Gonçalves canta Pontes entre nós de Pedro Abrunhosa





PONTES ENTRE NÓS de Pedro Abrunhosa


Eu tenho o tempo,
Tu tens o chão,
Tens as palavras
Entre a luz e a escuridão.
Eu tenho a noite,
E tu tens a dor,
Tens o silêncio
Que por dentro sei de cor.

E eu, e tu,
Perdidos e sós,
Amantes distantes,
Que nunca caiam as pontes entre nós.

Eu tenho o medo,
Tu tens a paz,
Tens a loucura que a manhã ainda te traz.
Eu tenho a terra,
Tu tens as mãos,
Tens o desejo que bata em nós um coração.

E eu, e tu,
Perdidos e sós,
Amantes distantes,
Que nunca caiam as pontes entre nós.





(Este vídeo foi feito pela minha amiga Conceição Bernardino). Obrigada!!!!!!

sábado, 3 de maio de 2008

domingo, 27 de abril de 2008

ALMOÇO DOS LUSOS NA ANADIA




Finalmente aconteceu!!!!! Aqui estamos nós todos maravilhosamente lindos! O dia foi pequeno demais para tantas coisas que queríamos partilhar. Foi rever pessoas que já conhecíamos e de quem já tínhamos saudades, e foi conhecer pessoas que, só do virtual as sabíamos de cor. As surpresas foram muitas, a poesia, a amizade e boa disposição estiveram de mãos dadas tarde e noite dentro!
E que acontecem mais encontros destes!
Beijinhos a todos

domingo, 20 de abril de 2008

Olá Amigos

Tem-me faltado tempo para actualizar este meu cantinho. Mas tudo tem uma explicação. O meu novo livro de poesia está quase a nascer. Por isso, tenho estado ocupada na preparação do seu enxoval!!!!! Espero muito em breve dar-vos notícias sobre o Livro, o dia de lançamento e apresentação do mesmo.
Um beijinho

quinta-feira, 10 de abril de 2008


A minha amiga Manuela Fonseca tem o prazer de vos convidar para o seu evento. Aqui fica o convite dela:


Queridos amigos,

Tenho a honra de convidar todos os amigos e poetas, desta minha casa, para o evento “Encontro de Olhares” – (Poesia, Dança de Expressão Corporal, Música ao vivo e especial participação do Coral Clave de Sol) – a ter lugar no próximo dia 10 de Maio, pelas 16 Horas, no Auditório da Câmara Municipal da Amadora.

Participantes:

- Dionísio Dinis
- Ilda Oliveira
- Manuela Fonseca
- Ana Dias

Câmara Municipal da Amadora – Av. Movimento das Forças Armadas ( junto à estação de comboios)

Espero pela vossa companhia com muito carinho e amizade!

Beijinhos a todos***

Manuela Fonseca

terça-feira, 12 de fevereiro de 2008

Em brumas me perdi

Em brumas me perdi
por um vendedor de sonhos.

Numa dolência quase trágica
delirei e por ti chamei,
num passo compassado
detive-me no memorial de nós:
em trajes de mendiga me reconheci.

Despudoradamente inquieta
bordei em filigrana meu nome
e na forma de rosa
me plantei
para por ti ser renascida.

Crispei-me de medos,
angustias,
delírios
e em azulejos ou vitrais
reproduzi o sonho do vendedor.

Parei numa rua,
parei-a para que todos
se ofuscassem nele.

Mas, ninguém o quis.

A rua de novo se abriu
e eu… de mãos dadas
lá fui … sem o vendedor
mas... com os sonhos!

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2008

Música- Pedro Abrunhosa

sexta-feira, 8 de fevereiro de 2008

Sento-me num sofá sem tempo

Sento-me num sofá sem tempo
em posse sensual, desabusada
espero-te com sorriso libidinoso,
nos lábios um toque vermelho
de paixão desmesurada.

O decote, intencionalmente descaído
espera teu olhar devorador,
ao lado, licor doce
que afoga a sede de ti.

Abre-se a porta
teus passos lentos
vigorosos, soam-me estranhos….
Elegantemente cruzo as pernas,
estás ali, mesmo à minha frente.
Elevo o rosto, lambo o vermelho
dos meus lábios
e rasgas-me as vestes
numa fúria excitante.

As minhas mãos perdem-se no teu corpo
numa fome reprimida
pulsa o desejo já descontrolado
os corpos unem-se em beijos loucos
tão loucamente perversos..
amamos-nos
e delicadamente as palavras
ficam por dizer…
para quê?

- Comprei uma hora dos teus serviços. Saíste sorridente, mas apressado. Eu... por ali ainda fiquei… sem o vermelho rubro do bâton e... sozinha de novo!

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2008

"É um blog muito bom sim senhora!"


O meu blogue recebeu ontem este prémio - "É um blog muito bom, sim senhora".

Este prémio foi-me oferecido por Pedra Filosofal, do blogue http://stoneartportugal.blogspot.com/

Pedrinha obrigado por este carinho.


As regras são:

1 - Este prémio deve ser atribuído aos blogs que considerem serem bons, entende-se como bom os blogs que costuma visitar regularmente e onde deixa comentários;

2 - Só e somente só se recebeu o 'É um blog muito bom sim senhora", deve escrever um post incluindo: a pessoa que lhe deu o prémio com um link para o respectivo blog; a tag do prémio; as regras; e a indicação de outros 7 blogs para receberem o prémio;

3 - Deve exibir orgulhosamente a tag do prémio no seu blog, de preferência com um link para o post em que fala dele;


Além de atribuir o prémio aos sete blogues que indico a seguir, recomendo que os leiam com atenção. Merecem este prémio.


Muitos outros poderia incluir... mas só podia escolher sete...

Aqui estão eles por ordem alfabética dos autores:



Cleo - http://impulsosdalma.blogspot.com/
Conceição B. - http://amanhecer-palavrasousadas.blogspot.com/
Jorge Bicho - http://josibi.blogspot.com/
Manuela Fonseca - http://ensaios-poeticos.blogspot.com/
Maria - http://ocheirodailha.blogspot.com/
Mel de Carvalho - http://noitedemel.blogs.sapo.pt/
Vera Carvalho - http://petalasminhas.blogspot.com/



Obrigada e boas leituras...

terça-feira, 5 de fevereiro de 2008

quarta-feira, 30 de janeiro de 2008

domingo, 20 de janeiro de 2008

Em silêncio escuto o teu dormir

Em silêncio escuto o teu dormir
transporto-me em planos passados
embalo-te em cantigas
e palavras inaudíveis
enquanto o luar nos acompanha
e as estrelas anunciam
menino d oiro.

(e eu ali…
inventando motivos só para te olhar.)

Toco ao de leve teus cabelos,
não vás acordar dos teus sonhos
tão belos, tão ímpares…
não são precisas palavras,
o olhar é demasiado intenso
que magoa profundo.

De novo, mais uma vez
escuto o teu dormir
sinto o cheiro, o respirar
a ausência do teu corpo..
e embalo-me e abraço-me
numa almofada doce, fofa…

Aí… misturam-se lágrimas de saudade
(aquelas que não chorei
só para não as veres….)

Onde estás menino meu?
Ainda ontem te amamentei
e hoje…..
hoje…o quarto só tem as minhas lembranças!

terça-feira, 15 de janeiro de 2008

Entrevista LUSO-POEMAS

Partilho com todos vós, que visitam o meu blog, a entrevista no site Luso-Poemas, onde desde Setembro de 2006 escrevo os meus poemas com pessoas extraordinárias e talentosas.

Para verem a entrevista cliquem aqui

sábado, 5 de janeiro de 2008

Despe-me palavra a palavra

Despe-me palavra a palavra
deixa-me sair da epiderme
que me envolve
nesta camuflagem que inibe
gestos, aromas
ritmos sedentos do teu ser.

Despe-me sem pressas, meigamente,
deslizarei sedutora
nas ondas do teu corpo
faminto de nossos afagos,
em tardes escaldantes
onde a brisa acalma
o fogo incendiário
que nos devora.

Despe-me…
despindo-te de segredos,
medos,
vontades contidas em soluços.

E depois..
veste-me de silêncios….

terça-feira, 1 de janeiro de 2008

Libertam-se as palavras

Libertam-se as palavras
suavizo teu nome
planto-me em rosas
no teu caminho,
prometo-me em perfume
discreto, suave, perturbador
numa madrugada abrasada
ou noite por acontecer.
Em cada palavra
desfolho-me desvanecida
em saudades..
Agasalho-me em ti
numa quietude orvalhada,
em fusão de sabores e cheiros
teus, meus…
sem medos
e nesta embriaguez desfaleço,
em privacidade sem tempo,
sem urgência..
prenhe de sonhos.

domingo, 23 de dezembro de 2007

24.12.2007 - para todos os amigos


Queridos amigos

Estou na minha cozinha, de avental vermelho, a condizer com as flores típicas desta quadra festiva. A farinha, o açúcar, ovos, pão das rabanadas, a canela, o chocolate para aquele doce mais especial, misturam-se por entre os meus dedos.
O calor da lareira aquece ainda mais o já doce e terno ambiente da minha pequena família.
A mesa, já enfeitada a preceito, sente a falta de muita gente… Os mimos a serem trocados, estão elegantemente entrelaçados entre a árvore decorada a branco e dourado e o singelo presépio de barro colorido.
Há musica no ar, brilho nos olhares marotos que não deixam arrefecer as filhós acabadas de fritar, e a taça dos sonhos que teima em estar já quase vazia…

É Natal. Noite mágica! Noite de afectos, de amor, do nascimento!

Mas… quisera eu transformar todo este festim, em pequenas partículas de vida, alegria, dignidade e espalha-las em tantos cantos e recantos…
Fica-me apenas a vontade.. como egoísta que sou… só o digo… não o faço!

Um carinhoso beijo
Rosamaria

musica ** ´Natal

segunda-feira, 17 de dezembro de 2007

Desassossego-me

Desassossego-me
nesta ânsia de te ver
só de longe meu amor
só de longe…
O brilho do meu olhar
está agora nas tuas mãos
e eu que não as toco
nem de leve
nem ao de leve…

(assim… sentes?)

O frio entranhou-se-me na alma,
não foi o inverno que chegou,
é a tua ausência.
Regressa, depressa
num voo rasgado
que meu peito suspira…
E olha-me
olha-me nos olhos
vê todo o meu amor
neste sorriso envergonhado.
Veste-me de carinho
despir-me-ei de lágrimas
e num cântico envolvente
em notas soltas de paixão
serei sempre tua.. por inteiro.

segunda-feira, 10 de dezembro de 2007

Perdi-me no bosque


Perdi-me no bosque
da ilusão,
de diálogos interditos
vacilei entre a calma
imperativa
e o enigma dos sinais omissos.
Divaguei
entre a sombra tecida
de finos, quase invisíveis
raios de lucidez
maturados de súplicas olvidadas.
Nesta insónia,
que me engole lentamente,
adormeço sabores, doces
celestes, quase virgens.
Transfiguro-me
numa cegueira lacustre
deito o corpo cansado,
fustigado,
nas quilhas de árvores
desse bosque ilusório
tecendo fio a fio
a teia do esquecimento…

(que me serve de leito)

terça-feira, 4 de dezembro de 2007

Havia Silêncio

Havia silêncio.
A música despia-se
pétala a pétala
numa torrente
de átomos quase áureos.
Eram muitas as almas
que, emudecidas,
sorviam gota a gota
do tempo que ora corria,
ora era dolorosamente lento.
A voz,
aconteceu.
Era um menino
tímido, envergonhado,
sem a consciência
consciente
da grandeza do seu pertence.
Os mimos soltaram-se
em lágrimas
que rolaram
completamente afónicas.

Foi um momento
apenas e só um momento
de pura verdade,
de encontro
entre a nudez da simplicidade
e o cálice
que guardava sonhos!

Foi nessa calmaria,
em solo sagrado de ternura,
que te ofereci
unicamente
e em silêncio
o orvalho dos meus olhos.

quinta-feira, 29 de novembro de 2007

Encruzilhada - Desafio


Fui desafiada pela Vera de Carvalho para me ligar a esta ENCRUZILHADA: Compôr um post em prosa/conto ou poesia com o título dos últimos 10 posts, usando outras palavras, pelo meio, para dar sentido ao todo.



02 de Novembro, meu amado

Neste e noutros dia, amado
deixo que me leves
tão leve
que são coisas menores
estes medos que paralisam…
Quero perder os sentidos
quando... enfeitiçada,
procuro no encontro do silêncio
a tua voz
o teu cheiro
e em marés cheias
solto-me em dança
no tabuleiro da tua paixão.
Nas orlas de um tempo lento
não adormeças amor,
mas não me apresses
acende apenas
com teus lábios de fogo
um ser
que se alimenta
do teu respirar
de tuas mãos doces
numa aurora límpida
dos nossos sentidos.



Gostei deste desafio e escolhi 6 blogs de amigos, onde me parece que possa ficar bem este tipo de desafio...

Cleo
Vera Silva
Luis Ferreira
Maria
Collibry
Lúcia Machado

terça-feira, 27 de novembro de 2007

Preciso de falar







Preciso de falar
tarde
ou nunca...
preciso de transmitir
este diálogo
mudo
de mim...

para ninguém.

sábado, 24 de novembro de 2007

Transmuto-me

Transmuto-me…
Sou o que tu quiseres!
Madrugo em segredos,
pestanejo canduras
em múltiplas seduções,
íntimas brumas
que os silêncios exigem.
De mansinho
devolvo ao chão
as roupas que me cobrem.
Teu olhar enche-se
de desejos,
inventas gestos no momento
ora delicados,
ora embriagados
numa latência deslumbrante.
O teu nobre título
ficou à porta…
Agora, és macho pujante,
ousado,
degustas deliciado
o festim que te ofereço.

Colei ao meu corpo
pele de felina.
Transfigurei-me
para saciar a tua essência
oculta, dissimulada…
até de novo vestires
o nobre título, que ficou
do outro lado da entrada!

         assinado "Acompanhante de Luxo"

quarta-feira, 21 de novembro de 2007

Suspiro indomável

Suspiro indomável
neste peito aberto
a carícias atrevidas,
beijos servidos
em labaredas de sabores.
Percorre meu corpo
com teu olhar sedutor,
deita-me em cama
tecida de luares de prata,
desfeita de pudores.
Cola teu corpo ao meu
num abraço tão leve..
quase depravado…
Espero-te num calor desatinado
sôfrego
e nesta tormenta meu amor
suspiro por ti,
desenho flores em mim
visto pedaços de luxúria
ofereço-me em taças de doce licor
que em ti vou beber
gota a gota
numa volúpia consentida,
consumada...
em nós.

segunda-feira, 19 de novembro de 2007

São coisas menores

São coisas menores,
migalhas de pássaro livre
que esvoaça no céu
onde teu olhar se inclina.
Em suspiros doces,
feitos de néctar de flores dispersas,
quebranto-me
em nicho de esperança
e sonhos utópicos
de noites partilhadas.
O vento diz-me teu nome
amaciando a quentura
da minha espera.

Esta noite
serão coisas maiores,
as migalhas
soltei-as em chão que fará brotar
saudade em forma de rosas.

domingo, 18 de novembro de 2007

Um ser

Um ser
apenas carente
talvez sem significado
de existir.
Cansado, rigoroso.
não tentes conhecê-lo,
não tentes cativá-lo.
Procura nas suas chagas
e certamente
encontrarás um porquê

              (a vida o que é senão,
              mais um passo certo para a morte?)

Que a morte venha longe.

Não procures certezas
na sua vida incerta
Tenta amá-lo, receberás desconfiança.
Brinca com ele, cavarás mais depressa
a sepultura da sua existência
sem motivo, sem sentido.
Procura nos confins da noite
o seu leito
a sua marginalidade
e vais encontrá-lo..

segunda-feira, 12 de novembro de 2007

Acende

Acende
reacende o desejo contido
de estar nos teus braços
em favos de mel
construídos beijo a beijo.
Deposita teu desejo
possui-me
desmedida e
furiosamente.
Lembra
relembrando-me
toques secretos
suores viscerais
e em diadema de amor
construiremos afagos
em edifício sagrado
de corpos nus, entrelaçados
em sargaço de paixão
num delírio feroz
de amor, prazer
delícia divina.

quinta-feira, 8 de novembro de 2007

Não adormeças


Não adormeças
nas palavras não ditas
nos silêncios propositados,
olhares desvalidos
em malmequer de saudades.
No abraço sentido
ainda não tocado,
- só nas margens deste querer
vou-me entregando
lenta, lentamente
num diálogo consentido
em jardins de rosas
até a noite tocar o sol,
no silencioso desconhecimento
de mim…
Não adormeças
sem que nossas íris se encontrem
e no contiguidade
que o oceano nos promete,
fugitiva não serei
do charme que me ofereces
em tapetes de sedução,
serenatas em forma de seixos lisos
prendas de mar …

…que nos estreita.

quarta-feira, 7 de novembro de 2007

Quero perder os sentidos

Quero perder os sentidos
nesta paixão
consumida
pelas teias do esquecimento.
Vibrar no encanto
do reencontro.
Adormecer sonhando
teu rosto juvenil
que o tempo
tornou desconhecido.
Dói esta dor
de nada sentir.
Mágoa adormecida,
anestesiada,
escondida simplesmente
num esquecimento
consciente.

segunda-feira, 5 de novembro de 2007

Procuro no encontro do silêncio


Procuro no encontro do silêncio
uma ausência disfarçada de queixume.
Divago nas ondas de um céu anilado
o meu corpo desnudado de inocência.
Encontro conchas herméticas,
tropeço na espuma da memória,
emudeço no reencontro de uma luz.

Andorinha presa
desejosa de voar sem rumo
à procura de um utópico lugar.

E as asas, essas agrilhoadas
por medos, contradições e ânsias
disfarçadas numa atitude altiva
de capa impermeável
e limites limitados.

domingo, 4 de novembro de 2007

musica ** Whitney Houston

sábado, 3 de novembro de 2007

Solto-me em dança



Solto-me em dança
esta noite.
O lago do meu corpo
espera-te
neste labirinto de desejos.

Trémula,
me entrego a ti
que não tens face…

teu rosto surge
da vigília nocturna.

sexta-feira, 2 de novembro de 2007

02 de Novembro

Nesta saudade renovada
dia a dia,
florescem sinais no horizonte
tão pequenos,
tão singulares
que me fazem ir ao teu encontro.
Aqui estou
numa tagarelice ligeira,
tratando por tu
as coisas do presente.
As rosas, sempre vermelhas,
fazem-nos companhia
abrem-se á frescura do diálogo.
O sol, esse não fugiu,
oferece-nos o calor
que nos falta….
E esta brisa,
que por nós passa ,
nos trespassa,
alegra-se
pelos sorrisos trocados.
Sim, aqui estou!

          Sentada na laje preta,
           granítica,
            que cobre o teu corpo.

terça-feira, 30 de outubro de 2007

Nas orlas de um tempo lento

Nas orlas de um tempo lento,
num rosário de penas
em forma de lágrimas,
aí…
ajustar-me-ei descalça
na fragilidade do meu querer
ou na fragrância
da minha timidez.
Desenharei, em círculos
e voos rasgados,
o meu sorriso frágil,
envergonhado.

Aqui,
na janela do teu ser
ficarei…

retida,
(numa partida adiada)

à espera
que me aprendas!

segunda-feira, 29 de outubro de 2007

Não me apresses



Não me apresses
que estou calma,
calada
para todos me ouvirem.
Os momentos desta espera
são únicos,
não te impacientes
ficarei calma assim:

sossegadamente
silenciosa.

         (dela
          tenho sede)

Olha-me com atenção,
que desatentos
não quero mais.

sábado, 27 de outubro de 2007

A manhã aclarara

A manhã aclarara,
o barulho da madrugada
tinha agora um ritmo contagiante.
Rostos sonolentos,
pinturas ainda frescas,
sorrisos envergonhados,
livros abertos nas mãos,
numa última leitura apressada.
Aninhava-se a criança
no regaço doce e quente,
como se o joão-pestana
não a tivesse despertado.
Faziam todos eles,
parte desta aguarela
colorida à pressa....

E na curva do relógio,
estúpido,
estavas lá.
De mochila ao ombro,
sorriso ao fundo da vida,
monstro,
vi bem o teu rosto.

Morri ontem
e não pereci sozinho.
Foram muitos
os companheiros
desta viagem
sem bilhete de regresso.

sexta-feira, 26 de outubro de 2007

musica ** Roxette

quinta-feira, 25 de outubro de 2007

Esqueci o teu nome

Esqueci o teu nome,
lembro apenas o rosto
e as lágrimas
que caíram nas minhas mãos.
Abraçavas a morte e o desamor
numa balada imperfeita
em tons de enredos mentais
tão dolorosos.
Afaguei ao de leve
teu verde olhar,
que de tão verde
a esperança se despiu

-vestiu-se de negro.

Não fiz parte desse quadro
pincelado rudemente
com bofetadas alisadas
por silêncios suicidas.
Paralisada, amarfanhada
de mim, fui autista.

Esqueci o teu nome,
guardei tuas lágrimas
e com elas me lamento.

terça-feira, 23 de outubro de 2007

Junto faces cristalinas


Junto face cristalina
na tua mão aberta,
perco meus medos
e rendo-me dócil
numa aurora dengosa.
Em traje de guerreira
sem lanças
sem punhais…
apenas lenços de cetim
guardam beijos de paixão
dobrando as horas
do encontro clandestino.
Nessa tua mão aberta,
deposito minha virgindade
e entre o nevoeiro
moldas as tuas mãos
no volume deste corpo
que flutua,
na cumplicidade do luar
no imenso e no tanto…
na dança dos adormecidos.

E eu…

fico desperta,
esperando a madrugada
de todos os outros dias.

segunda-feira, 22 de outubro de 2007

Sente o cheiro das lágrimas


Sente o cheiro das lágrimas,
procura no jardim
a flor mais lassa
e vais perceber
que aí, eu estou.
A luz deve estar
ainda acesa
entre as duas e as três

- sabes que deambulo
perdida nas minhas insónias,
encontrada nos mimos
que o silêncio me oferta -.

Pensa,
pensa em mim
mas sem mágoas,
porque essas,
levei-as comigo
para não te atormentares.

Quarteto- Vanda - Vera - Manuela - Rosa Maria

Desconhecido

Dispo-me de sentimentos
roço nas esquinas da alma
levo espumante para saciar tua pele
-entorna-o no meu corpo
lascivo, provocante.

Beija meus lábios de morango
com o chantilly da tua boca,
vem, toma-me como tua
ficarei nua nos teus versos
possui este corpo que te grita

-Sou selvagem devora-me!

Faz do teu corpo o meu lençol,
adoça-me em delírio
sem juízo, sem limites
alaga-me em sorrisos e desejos
como se mais nada importasse...
Faz-me tua, nesta maresia de sentidos,
louca loucura tua, amante.

E sem receio da alma nua,
descobre os segredos contidos
quebra-me a rocha do silêncio e vem
viril, macho,

… meu desconhecido.



Apeteceu-me recordar uma louca noite, entre gargalhadas e pura amizade.... nasceu assim este poema "Desconhecido", feito a quatro mãos! Ah... este poema foi lido no almoço do lançamento do livro da Manuela, para todos os presentes! Um beijinho a cada uma de vós.

domingo, 21 de outubro de 2007

Feitiço quebrado


Feitiço quebrado
abençoado,
sonhos sonhados
numa redoma de vidro
qual princesa desperta
por mágico ósculo de vida.
Ternura
em chuva de sorrisos
te ofereço.
E…
quedo-me
solene,
nesta abençoada
dádiva
de quem de ti
espera
desesperando
um olhar,
um sinal
um toque de encanto!

quinta-feira, 18 de outubro de 2007

In(quieta)


Inquieta
deambulo pela areia fina
de uma praia
que se espreguiça
tão longe que toca o horizonte.

Quieta fico,
absorta num silêncio
tão desesperadamente
desejado
reencontrado.

Quieta espero,
num acto inocente,
a partilha
da nostalgia do momento
neste encontro suspirado.

terça-feira, 16 de outubro de 2007

Bailamos


Bailamos
numa sequência trémula,
no frenesim do toque
que só acontece
depois…
do fingimento
de uma timidez propositada.
Nos sinais
que o íntimo permite,
saboreamos
um turbilhão silencioso
na loucura
de loucos amantes,
saciando
na penumbra libidinosa,
lasciva,
devaneios
secretos
em espasmos de corpos
numa redenção
calma….
quase cândida.

Segredos bebidos
em cálices de erotismo
á luz do luar.

Dueto - Manuela Fonseca e Rosa M. Anselmo

Ganho o mar dentro do peito
Alio-me aos Peixes de sentir
Margens inequívocas de lodo
Estendidas em amanheceres cristais
Ou em noites de Vendavais
Onde a dor se cola à minha Cruz
E eu bato à tua porta
Num sereno Truz-Truz...

Abri-te a porta
Abracei a tua dor
Ofereci-me de sacrifício
No altar da tua cruz
E no amanhecer do amanhã
Serei eu
A onda desse mar
Que alimentará teu peito

segunda-feira, 15 de outubro de 2007

Solto as asas


Solto as asas
num tormento dormente
e sufoco
num pesar que agonia.
O azul dos teus olhos
percorre espaços invisíveis,
flagela
emudece.
Choro contida de raiva,
queria que a vida
não te fugisse assim
meu querido,
meu anjo.
Ainda a noite não caiu,
chega-te a mim
aquece-te no meu calor
suspira...

Mas
suspira por mim.

domingo, 14 de outubro de 2007

Correm lágrimas


Correm lágrimas
pelas veias…
Deveriam ter sangue
vermelho ou azul
mas não.
São lágrimas salgadas
líquidas de medos
numa urgência
grávida de tédios
flocos, bolhas
novelos
enredos de espasmos.
Seguem o curso inverso
da corrente sanguínea
o coração não é o seu destino…
Andam á deriva
na babilónia dos gemidos

sexta-feira, 12 de outubro de 2007

Não te reconheço na tua maturidade


Não te reconheço na tua maturidade!
Tonta, enfraquecida nas ilusões da quimera,
da fantasia que controlas sem controle.

                                  Ver-te... apenas e só

Sequência de sonhos descontrolados
repletos de teias de encanto.
É a fantasia que alimenta algo
que só a fantasia sabe criar.
É o doce encontro de pétalas
que se tocam à distância.
São frases soltas, mas cheias de incógnitas,
misteriosas, de mel doce, provocante.
É o desejo de saltar o estipulado,
de contrariar o desejo da ilusão
que ilude sentidos desfalecidos e doces.
É o sabor de tempestade
que espera calmaria.
É sol que brilha
numa nuvem tão espessa...
É o sorriso da apatia
cândida e apaixonada da adolescência...
Sente-se, abençoada quietude
de dor, sem dor....
apenas chama que arde
e consome a vontade de não sentir.

                                  Ver-te... apenas e só!

quarta-feira, 10 de outubro de 2007

Beija meus lábios


Beija meus lábios
molhados
salgados
doces.
Toca meu rosto
faminto do teu olhar.

Dança teus dedos
no meu cabelo
solto
irreverente.
Sorri
ao meu sorriso.

       Deseja...
           ...meu desejo.

musica ** Jorge Palma

terça-feira, 9 de outubro de 2007

Daqui, de onde te nao vejo


Daqui, de onde
te não vejo
o olhar fragmenta-se
em vidros obscuros
ou em brumas…

…correm prantos
neste peito agitado
por ti esperando
num aperto tão suspenso
que não sinto
não vislumbro
a fome da minha pele.
Seco, esmorecido,
amarfanha-se o desejo apagado
que balanceia
cachoeiras de enleios
nesta noite tão densa
tão insana,
que os olhos cerram-se
numa clausura amnésica
da espera.

                Esse teu perfume
                já não o reconheço…
                desfigurou
                o cheiro da tua pele!

musica ** Kenny G-The moment

segunda-feira, 8 de outubro de 2007

No labirinto do silêncio


No labirinto do silêncio,
balança a dança
dos sinais
de olhares coloridos
á pressa,
numa mescla
de alegrias
e desventuras.
Nesse labirinto,
desencontro
o caminho perfeito
e numa roda
que rola, enrola,
rebola ,
volto
numa volta tardia
ao ponto de partida.

Silêncio
prazer
volúpia
o encontro secreto
contigo…
...
Amante.

domingo, 7 de outubro de 2007

Fernão Capelo Gaivota

Adormeci enrodilhada


Adormeci enrodilhada
em vestes de cerimónia.
Era preta e de renda
a preceito, mas singela.
Pouco importa agora
se o bordado é de cetim,
se a noite antecede o dia
ou o dia vem depois da noite.
Perdi o sentido do tempo
das horas, dos soluços,
por tanto palmilhar
cantando teu nome,
chorando à lua,
dormindo abraçada
ao sonho que já eras.

sábado, 6 de outubro de 2007

musica ** Sarah Mclachlan

sexta-feira, 5 de outubro de 2007

Calo a raiva


Calo a raiva
que tolda os sentidos
grito
um grito dilacerante
que me dói
tão fundo
tão profundo!
As palavras são nenhumas,
gelam-se
na saliva inexistente,
seca-se a boca
qual fonte quebrada…
São cardos
são espinhos,
fragmentos que mutilam
rasgam a carne
em sangue vivo.
Ai, dor dorida…
tivesse morrido ontem
que a luz hoje
não a enxergo!

          Ceguei tragicamente.

quinta-feira, 4 de outubro de 2007

musica ** Leanne rhymes

quarta-feira, 3 de outubro de 2007

Seremos deuses


Seremos deuses,
deuses da ignorância,
cativos na perfeição impar
de quem humano é.
Num patamar distante,
quase intocável te colocas
deus da irreverência.
Calas a fome
escalando horas de prazer,
pulas no tempo
como saltimbanco…
…vais ao céu num gemido
e voltas alado…
chicoteando solos sagrados
profanando-os
na tranquilidade da tua demência.
Mas, mesmo assim
somos deuses sim
de uma imitação menor,
trocamos os frios de inverno
por sois antecipados
de um verão que já não acontece.

E assim…
aclamamos
a nossa imortalidade.

musica ** Blondie

terça-feira, 2 de outubro de 2007

Cubro o corpo com vestes


Cubro o corpo com vestes
feitas de sonhos
matizo as faces
em tons de sedução
e desejos desapegados.
Nos olhos, pinturas que ondeiam
entre o verde esperança
e branco cetim.
As mãos adorno-as
de orgasmos de sabores
devorados numa tarde
já tão serôdia,
que o vermelho
enfeitava o horizonte.
Meu andar, tecido exótico
tão erótico, que te queimas.
Noite adentro
sou serva, dama,
e orgíaca
Apetece-me ser assim...
tão devassa, impudica
quebrada, sem elos
que me sustentam
neste soturno soluço.

Sou aquela
sim….
a prostituta
…e também choro!

segunda-feira, 1 de outubro de 2007

musica** Neil Sedaka

domingo, 30 de setembro de 2007

Quem és tu

Quem és tu
que me atormenta
inquieta
fascina?
Sorvo gota a gota
do teu imaginário
e deambulo,
- numa paixão que me queima -
nas palavras
incógnitas
dualistas.

Quero perder-me
nesse universo desconhecido,
embriagar-me
desmaiando de plenitude.
Convida-me
para entrar
nesse castelo só teu,
onde o conhecimento
é servido em taças
do mais fino cristal.
Teus lábios
sabem a doce poesia.
Deixa-me fazer-te companhia.
No mais profundo silêncio
te escutarei,
flutuando extasiada,
impregnando-me
do teu perfume
misterioso, provocante,
que desperta
a minha ignorância
do saber
que quero possuir.

quinta-feira, 27 de setembro de 2007

musica ** kenny g love song

quarta-feira, 26 de setembro de 2007

Jogo de palavras

Jogo de palavras
meticulosamente calculadas
a ferro e fogo,
mascaram-se
na ferrugem da cobardia,
na chama da carnalidade.
Regressa a rotina
do imperceptível charme,
brilho imundo
no olhar dissimulado.
Nas mãos,
de unhas limadas
e verniz transparente,
o vício
toca as teclas do anonimato,
vomita poesia enlatada
em frases obscenas,
provocadoras,
excitantes.

- É macho, muito macho!

Desprezível figura…

(não sabe ele que sou eu
do outro lado do vidro?)

terça-feira, 25 de setembro de 2007

Rodopia o vento


Rodopia o vento
gira a tempestade
e a bonança tarda a chegar.
Soltas as vontades
irreverências despertam.
E a atenção não é presente.

O jovem flutua
em espaços ambíguos,
lutam, imploram razões
que tardam a chegar.
Encontros ou desencontros
filosofias que alimentam
utopias desejadas.
Passos incertos
paredes escorregadias
atropelos que não se evitam.

E o adulto não sabe
o limite da impaciência.
Soltam as amarras
prendem a liberdade.

E o jovem perde-se
num espaço que não o procura
apenas o entrega
ao acaso dos momentos.

segunda-feira, 24 de setembro de 2007

A noite avança tranquila


A noite avança tranquila
e feiticeira
Os corpos tornam-se mel
provocante e irresistível.
Os olhares trocam-se
pecaminosamente tentadores.
A luz fascina rostos normais
transformando-os em belezas
selvagens, misteriosas.
A dança acontece em frenesim
descontrolado e desejado.
Bocas sedentas de tudo
sorriem em cascata hilariante.

Provoca-me que eu quero,
procura-me que eu desejo,
amanhã já é dia...

não te reconheço.

Sem a pintura da luz
sem as roupas retalhadas do sufoco
sem a magia envolvente das nossas noites
sou apenas o meu outro eu

que controlo até à próxima madrugada

sábado, 22 de setembro de 2007

Convida-me a dançar


Convida-me a dançar
abraça-me o corpo
ajusta-o ao teu
deixa-te experimentar
o cheiro, a pele,
o perfume
dos meus sentidos.
E baila
circunda nossos segredos
dando cor à dança
numa cascata
de sons
paixões e algemas.
Dança comigo
numa timidez atrevida,
numa fúria possuída
chicoteando
doces deleites.
E no ímpeto
de um febril devaneio
dir-te-ei:
- amanhã
voltarei a dançar
contigo,
por mim, por ti
numa sedução
acordada –

Desenho laços e fitas


Desenho laços e fitas
com cores luminosas,
enfeito prendas
com bordados
de borboletas
e pétalas de rosas.
Numa caixa de música
a bailarina sou eu
e danço
rodopiando cantigas
de ternura,
pura magia,
como se o tempo
fosse só teu.
Guardado está
este beijo que te dou
em desenhos
e bordados
tocados, fadados
nesta sinfonia perfeita
de mim
para ti.

sexta-feira, 21 de setembro de 2007

Rói esta dor sem sentido

Rói esta dor sem sentido,
de mágoa, de perdição.
Escrevo-te como se outra fosse
e desespero na espera.

Olha-me,
.....

cobre meu corpo de mimos,
de poesia sem palavras,
de sentimentos
consentidos
como se os corpos
se fundissem
e o prolongamento de ti
fosse eu,
apenas eu
sem dúvidas,
sem feridas,
sem olhares tristes.

musica ** Kenny G Brian Mc Knight

quarta-feira, 19 de setembro de 2007

Não te vi hoje

Não te vi hoje
na esplanada de sempre
esperei impaciente
baloiçando pensamentos
entre a cólera e a pena.
Marginal, demoníaco
é fácil crucificar-te
opino com uma facilidade
que incomoda,
mas mesmo assim
classifico,
com autoridade de mestre,
a tua dignidade.
Frágil ou astuto
frio, desmedido
assim de trato por tu!
Olhas-me nos olhos
e dizes inquietante:
-Quem és?
-Sabes o que sou?

Contempla,
mas com minúcia.
-Sou o desconhecido!

terça-feira, 18 de setembro de 2007

Se houver próxima vez


Se houver próxima vez
procura-me,
estarei algures
entre um sorriso
ou uma lágrima,
na companhia
de um vento macio
como a tua pele.
Na próxima vez
serei eu a pedir perdão
por não te ter encontrado
nesta imensidão
das luzes da ribalta

- espero,
enquanto não vou,
não me perder de ti -

Porque
da próxima vez,
te prometo
vou encontrar-te.