sexta-feira, 12 de outubro de 2007

Não te reconheço na tua maturidade


Não te reconheço na tua maturidade!
Tonta, enfraquecida nas ilusões da quimera,
da fantasia que controlas sem controle.

                                  Ver-te... apenas e só

Sequência de sonhos descontrolados
repletos de teias de encanto.
É a fantasia que alimenta algo
que só a fantasia sabe criar.
É o doce encontro de pétalas
que se tocam à distância.
São frases soltas, mas cheias de incógnitas,
misteriosas, de mel doce, provocante.
É o desejo de saltar o estipulado,
de contrariar o desejo da ilusão
que ilude sentidos desfalecidos e doces.
É o sabor de tempestade
que espera calmaria.
É sol que brilha
numa nuvem tão espessa...
É o sorriso da apatia
cândida e apaixonada da adolescência...
Sente-se, abençoada quietude
de dor, sem dor....
apenas chama que arde
e consome a vontade de não sentir.

                                  Ver-te... apenas e só!

4 comentários:

Manuela Fonseca disse...

Não se reconhece na sua maturidade.
Reconhece-se no seu encanto de palavras cheias de memórias do ontem tornado hoje...

Reconhece toda a sua força, fúria de re-viver e desmontar esta bela maturidade!

Belíssimo poema!

Beijinhos*
Manuela

Nilson Barcelli disse...

"É o doce encontro de pétalas
que se tocam à distância.
São frases soltas, mas cheias de incógnitas,
misteriosas, de mel doce, provocante."

O teu poema está cheio de belas imagens. Destaquei esta apenas como exemplo, pois há mais algumas também muito bem conseguidas.
Ver-te... apenas e só a escrever assim, já não é pouco.
Bfs, beijinhos.

Paulo Afonso disse...

Soberbo!

Amo este final:

"É o sorriso da apatia
cândida e apaixonada da adolescência...
Sente-se, abençoada quietude
de dor, sem dor....
apenas chama que arde
e consome a vontade de não sentir."

Beijo AR

Maria disse...

... "ver-te... apenas e só!"

Às vezes é tão suficiente..... apenas, e só...

Beijinho