domingo, 7 de outubro de 2007

Adormeci enrodilhada


Adormeci enrodilhada
em vestes de cerimónia.
Era preta e de renda
a preceito, mas singela.
Pouco importa agora
se o bordado é de cetim,
se a noite antecede o dia
ou o dia vem depois da noite.
Perdi o sentido do tempo
das horas, dos soluços,
por tanto palmilhar
cantando teu nome,
chorando à lua,
dormindo abraçada
ao sonho que já eras.

7 comentários:

Anónimo disse...

Comunicação expontânea como demonstração de existência, os teus poemas revelam uma relação priviligiada e intima contigo mesma, sem medos ou receios, como se houvessem realidades escondidas e atentas por entre o desenrolar das palavras...

Fernando Manuel Pereira
sempreemluta.nireblog.com

Maria disse...

Muito obrigada, Rosa, pelos poemas que nos ofereces aqui...

Um beijo

Manuela Fonseca disse...

Mais um belíssimo poema! Leve...tão leve que me deixa encantada dentro da tua leveza ao escrever...

Beijinhos*
Manuela

Jorge Bicho disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Rosa Maria Anselmo disse...

olá Jorge
Ocomentário é bonito e muito estimulante sim... mas à apena m senão.... o meu nome é Rosa Maria e não Angela....

jinhos
Rosamaria

Jorge Bicho disse...

Rosa,

desculpa a trapalhada, é por isso que muitas vezes não comento nem deixo nenhumas palavras, e prefiro aguardar tempor mais calmos. A verdade é que isto não é a primeira vez que me acontece. Desculpas?????????
beijos
JB

Jorge Bicho disse...

Olá Rosa, anjo de poemas e de letras, pássaro que voa em cada texto enos deixa arrepiados do prazer de te ler.
beijos
JB