terça-feira, 2 de outubro de 2007

Cubro o corpo com vestes


Cubro o corpo com vestes
feitas de sonhos
matizo as faces
em tons de sedução
e desejos desapegados.
Nos olhos, pinturas que ondeiam
entre o verde esperança
e branco cetim.
As mãos adorno-as
de orgasmos de sabores
devorados numa tarde
já tão serôdia,
que o vermelho
enfeitava o horizonte.
Meu andar, tecido exótico
tão erótico, que te queimas.
Noite adentro
sou serva, dama,
e orgíaca
Apetece-me ser assim...
tão devassa, impudica
quebrada, sem elos
que me sustentam
neste soturno soluço.

Sou aquela
sim….
a prostituta
…e também choro!

5 comentários:

Manuela Fonseca disse...

Um poema com a tua poesia em ressalto. Belo, sempre gostei dele!

Beijinhos doces***
Manuela Fonseca

Mel disse...

Belíssimo poema, Rosa. Porque quem vende o corpo não vende a alma, essa não está à venda!


Bjs doces d(a)e Mel
www.noitedemel.blogs.sapo.pt

Nilson Barcelli disse...

Excelente, cara amiga.
O retrato habilmente desenhado ao correr das palavras, como se fora um crayon nas mãos de um pintor em frente ao modelo, termina afirmativo, de uma maneira que eu muito gosto.
Bfs, beijinhos.

Carla Costeira disse...

Lindíssimo rosa!

E por isso...

Indiquei seu poema intitulado "CUBRO O CORPO COM VESTES", para o " PRÊMIO CANETA DE OURO – POESIAS 'IN BLOG' 2007", idealizado por ANDRÉ L. SOARES e RITA COSTA. Para conhecer as regras desse evento clique AQUI. Desde já desejo-lhe boa sorte. Participe, faça também as suas indicações e, juntos, vamos construir um dos maiores eventos relacionados à poesia, em blogs de idioma Português!

Beijinhos :)

Anónimo disse...

I inclination not agree on it. I think nice post. Expressly the designation attracted me to read the sound story.