terça-feira, 9 de outubro de 2007

Daqui, de onde te nao vejo


Daqui, de onde
te não vejo
o olhar fragmenta-se
em vidros obscuros
ou em brumas…

…correm prantos
neste peito agitado
por ti esperando
num aperto tão suspenso
que não sinto
não vislumbro
a fome da minha pele.
Seco, esmorecido,
amarfanha-se o desejo apagado
que balanceia
cachoeiras de enleios
nesta noite tão densa
tão insana,
que os olhos cerram-se
numa clausura amnésica
da espera.

                Esse teu perfume
                já não o reconheço…
                desfigurou
                o cheiro da tua pele!

3 comentários:

Manuela Fonseca disse...

Deixa-me dizer-te que este poema está lindo, excelente, intro.

Aquelas reticências, deixam-me a pensar...

Beijinhos*

Nilson Barcelli disse...

Desde o poema acima, do beijo, até onde eu já tinha lido (mais 3 ou 4), passando por este, acho-os todos muito bons.
Talvez estejas a mudar de registo, mais ousado.
E continuas a escrever muito bem. Gosto do teu modo.
Um beijo.

Vera Carvalho disse...

Magnificamente belo!