terça-feira, 30 de outubro de 2007

Nas orlas de um tempo lento

Nas orlas de um tempo lento,
num rosário de penas
em forma de lágrimas,
aí…
ajustar-me-ei descalça
na fragilidade do meu querer
ou na fragrância
da minha timidez.
Desenharei, em círculos
e voos rasgados,
o meu sorriso frágil,
envergonhado.

Aqui,
na janela do teu ser
ficarei…

retida,
(numa partida adiada)

à espera
que me aprendas!

4 comentários:

Paulo Afonso disse...

Um poema especial!
De grande sensibilidade e querer...

Beijo Grande

Ps: Tudo mais já to disse!

Delfim Peixoto disse...

...à espera que me aprendas...
Definitivamente, o que faz mesmo falta: aprender os outros

impulsos disse...

Olá Rosinha!
Aqui estou eu a ler-te.
E que bem escreves tu, minha amiga!
Sinto-me pequena, perante o teu saber.
Fico mais um pouco...

Volto a ler-te
Pra te aprender!

Beijo

Anónimo disse...

Não sei o que o Paulo já te disse, mas este teu poema é para lá de especial. Uma linha que tens seguido há uns tempos, amadurecida, pronta a colher...

Beijinhos*
Nela