sexta-feira, 5 de outubro de 2007

Calo a raiva


Calo a raiva
que tolda os sentidos
grito
um grito dilacerante
que me dói
tão fundo
tão profundo!
As palavras são nenhumas,
gelam-se
na saliva inexistente,
seca-se a boca
qual fonte quebrada…
São cardos
são espinhos,
fragmentos que mutilam
rasgam a carne
em sangue vivo.
Ai, dor dorida…
tivesse morrido ontem
que a luz hoje
não a enxergo!

          Ceguei tragicamente.

4 comentários:

Florinda disse...

Olá Rosa!
Vim fazer-te uma surpresa, como me apaixonei pelos seus poemas e blog, venho dizer que foi nomeada por mim aos blog 5 estrelas.
Beijinhos e passa no meu blog e verás.
Bom fim de semana.

Anónimo disse...
Este comentário foi removido por um administrador do blogue.
Manuela Fonseca disse...

Passei para te dar um beijinho de boa noite e deparei com este lindíssimo poema.

***

Paulo Afonso disse...

Olha para o meu comentário e poderás encontrar uma palavra simples...
Adorei
Beijo