domingo, 14 de outubro de 2007
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Este pode ser o seu canto em qualquer momento. Venha de pantufas se desejar, aqui estará à vontade, sem cerimónias, apenas ouvindo o cantar das palavras soltas ou em versos. É servido de umas castanhas assadas acompanhadas de champanhe?
Correm lágrimas
pelas veias…
Deveriam ter sangue
vermelho ou azul
mas não.
São lágrimas salgadas
líquidas de medos
numa urgência
grávida de tédios
flocos, bolhas
novelos
enredos de espasmos.
Seguem o curso inverso
da corrente sanguínea
o coração não é o seu destino…
Andam á deriva
na babilónia dos gemidos
Postado por
Rosa Maria Anselmo
às
00:47
3 comentários:
Um poema apaixonante que inverte o caminho das lágrimas e lhes dá um ritmo desmoronado, na beleza da tua poesia...
Parabéns!!
Beijinhos*
Manuela
Isto é Poesia!
Lindo, Amiga
Beijo AR
Se não é o coração o destino dessas lágrimas, pra onde eles seguem? São poesias como a sua que gosto de ler e reler.
Beijos de Sol e de Lua.
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