quinta-feira, 18 de outubro de 2007

In(quieta)


Inquieta
deambulo pela areia fina
de uma praia
que se espreguiça
tão longe que toca o horizonte.

Quieta fico,
absorta num silêncio
tão desesperadamente
desejado
reencontrado.

Quieta espero,
num acto inocente,
a partilha
da nostalgia do momento
neste encontro suspirado.

7 comentários:

Mel de Carvalho, www.noitedemel.blogs.sapo.pt disse...

Querida amiga Rosa,
No vacilar entre a inquietude da alma e a quietude da espera, decorre este teu poema.
Muito bonito, um prazer ler-te, sempre!

Beijo
Mel

Jorge Bicho disse...

Rosa,

belo e lindíssimo poema.
adorei passar em tua casa
beijos
JB

Manuela disse...

Gostei "de uma praia que se espreguiça"...

Quieta e inquieta, a tua alma vai de poesia em poesia. Bela!

Beijinhos*
Manuela

Paulo Afonso disse...

Adorei!
Beijos

impulsos disse...

Querida amiga
Na inquietante poesia tua
Encontro a serenidade
Que me deixa tranquila
Tão quieta...
Como o teu doce encanto
Da nostalgia
Que te abraça
E te aquieta...

Beijo

Nilson Barcelli disse...

Quieta ou inquieta, escreveste um belo poema que retrata um momento que é, também ele, muito poético.
Bfs, beijinhos.

Vieira Calado disse...

Uma longa praia, o silêncio do mar, a tranquilidade. Ainda hoje vivi essa situação, na Meia Praia, em Lagos.
Bom Domingo