segunda-feira, 5 de novembro de 2007

Procuro no encontro do silêncio


Procuro no encontro do silêncio
uma ausência disfarçada de queixume.
Divago nas ondas de um céu anilado
o meu corpo desnudado de inocência.
Encontro conchas herméticas,
tropeço na espuma da memória,
emudeço no reencontro de uma luz.

Andorinha presa
desejosa de voar sem rumo
à procura de um utópico lugar.

E as asas, essas agrilhoadas
por medos, contradições e ânsias
disfarçadas numa atitude altiva
de capa impermeável
e limites limitados.

5 comentários:

impulsos disse...

Uma procura que se faz em silêncio...
Um caminho quase sempre solitário...

E o poema acontece, ditado pelos sentimentos bem à flor da pele!

Beijo

Mário Margaride disse...

No silêncio...
encontramos o caminho da serenidade, e da paz
Há outros silêncios porém
Que nos incomodam,
com o seu silêncio.

Gostei muito deste poema!

Beijinhos...

Paulo Afonso disse...

este teu caminho...
feito de mares e afrontas
é constante o desafio
preso por um fio
por pontas

E o mundo gira
e a vida acontece
é ao ler-te
que a vida apetece!

Beijo ilimitado

Manuela Fonseca disse...

O que te limita nessa tua disfarçada altivez, poeta?

Quem te prendeu as asas, andorinha?

Segura com força nas tuas mãos uma linda pena desse teu talento e escreve, escreve, escreve... Qualquer lugar serve para te exprimires. Não olhes para baixo sem estares, primeiro, no teu lugar alto onde desnudas a tua alma para além do corpo. Senta-te numa nuvem e deixa que a brisa te acaricie, levemente, enquanto um algodão doce e "Rosa" te murmura ao ouvido todos os silêncios do mundo...

Um beijinho grande*
Manuela

Tiago Nené disse...

apareçam aqui:

http://www.bloguedasartes.blogspot.com/

novo conceito de blogue.