sábado, 5 de janeiro de 2008

Despe-me palavra a palavra

Despe-me palavra a palavra
deixa-me sair da epiderme
que me envolve
nesta camuflagem que inibe
gestos, aromas
ritmos sedentos do teu ser.

Despe-me sem pressas, meigamente,
deslizarei sedutora
nas ondas do teu corpo
faminto de nossos afagos,
em tardes escaldantes
onde a brisa acalma
o fogo incendiário
que nos devora.

Despe-me…
despindo-te de segredos,
medos,
vontades contidas em soluços.

E depois..
veste-me de silêncios….

10 comentários:

jorgeferrorosa disse...

A palavra veste o silêncio que ficou contido nos aromas do indizível, enquanto o corpo traça outro rumo a uma nova vertente. Perdi-me nestas lindas palavras. Parabéns e Feliz Ano de 2008
Jorge

O Profeta disse...

Pois, eu despi-me de de toda a palavra inventada para me enebriar com o teu fantástico texto...


Doce beijo

Manuela Fonseca disse...

Visto-te de valiosos elogios ao despir-me neste teu riquíssimo poema!

Também me perdi nele... Lindo momento!

Um beijinho*

Carla Costeira disse...

Lindíssimo querida Rosinha, adorei!!!

P.S. -Escolhi este blog para um dos 7 "Diz que até não é um mau blog", convido-te a escolher agora os teus!

Muitos beijinhos :)****

Nilson Barcelli disse...

Excelente poema, cara amiga.
Vestido de sensualidade e despido de preconceitos.
Beijinhos.

Vera disse...

Lindo Rosinha! Despida das palavras visto-te de elogios!

Beijo

Ana Cristina disse...

"vontades contidas em soluços"
Magnífico, está muito bonito :)

Jorge Bicho disse...

este poema é tão lindo.
beijos Rosinha
JB

ErikaH Azzevedo disse...

Despir a palavra pra só etão vestir0se de silencio... é que algumas palavras qdo ditas se perpe(ta)tuam em nós e coladas ao corpo como se uma segunda pele tido está dito e é bonito então exercitar o silenciar.

Lindo teu poema.

Um beijo

Erikah

Anónimo disse...

Encantada, lindo texto.