sábado, 14 de julho de 2007

Sou ave Ferida

Sou ave ferida
em azul celeste, cinzento.
Penso, mas não existo...
Existo em mim, mas não penso.
Procuro fragmentos de equilíbrio,
prefiro a solidão ao desencontro.
Sou presa fácil
do destino marcado.
Quero, desejo... mas não sinto
esse sabor doce de quimera.
Sou tão somente eu,
sem mais nada, sem protecção.

Nasci do nada
e ao nada hei-de voltar.

1 comentário:

Manuela disse...

"Nasci do nada
E ao nada hei-de voltar"

Belo pensamento!!

Gosto muito deste poema.