segunda-feira, 6 de agosto de 2007

Não tenho tempo















Não tenho tempo
para ti, filho.
A vida corre em tropeções
e eu não tenho tempo.
Quando me queres beijar
não tenho tempo
porque o tempo passou.
Chego a casa cansada
e não tenho tempo para dialogar.
Não tenho tempo
para as tuas incertezas
porque o meu tempo é incerto.
Não tenho tempo
para te embalar
ou contar uma história
porque agora o tempo é diferente.
Tem paciência, filho,
ganha tempo para esperar
pelo meu tempo
que não tenho para te dar.

1 comentário:

Manuela disse...

Entendo este poema, como um alerta ao tempo que se pode escapar por entre os dedos de um tempo e um dia ser tempo do tempo tarde de mais...

Beijinhos