segunda-feira, 3 de setembro de 2007

Elas são tantas


Elas são tantas,
tão desamparadas.

Olhar vazio em tempo vazio.

Espectro negro
que as envolve

E eu sem nada poder fazer!

O tom da minha voz
não chega alto...
Quase emudeço só de as olhar.
Aqueles olhos pedintes
de tão pouco, mas tanto.

É a fome, horrível verdade,
é a luxúria que contrasta,
a frieza de quem gasta
é a raiva de quem sofre,
é a dor de quem morre!

E eu sem nada poder fazer!

1 comentário:

Manuela Fonseca disse...

São tantas as crianças curiosas de amor e de pão!

Signo maligno da Fome
Do não Sentimento...

Beijinhos no teu coração*