quarta-feira, 19 de setembro de 2007

Não te vi hoje

Não te vi hoje
na esplanada de sempre
esperei impaciente
baloiçando pensamentos
entre a cólera e a pena.
Marginal, demoníaco
é fácil crucificar-te
opino com uma facilidade
que incomoda,
mas mesmo assim
classifico,
com autoridade de mestre,
a tua dignidade.
Frágil ou astuto
frio, desmedido
assim de trato por tu!
Olhas-me nos olhos
e dizes inquietante:
-Quem és?
-Sabes o que sou?

Contempla,
mas com minúcia.
-Sou o desconhecido!

3 comentários:

Manuela Fonseca disse...

Um poema que adorei!!

Parabéns, amiga!

( sinto saudades da tua música...)

Jinhos*

impulsos disse...

Olá Rosa!
Que surpresa boa ver-te por ali, no meu cantinho.
Gostei tanto!

Já li alguns destes poemas,ali ao lado,no nosso outro cantinho de emoções.
São lindos... sabes bem disso!

Mais uma vez agradeço a tua visita, bem como as palavras bonitas lá deixadas.

Voltarei com muito gosto, agora que conheço o caminho desta tua casa.

Um beijinho meu

Vieira Calado disse...

Li vários poemas e gostei.
Parabens pela nomeação.
Bom fim de semana.