terça-feira, 18 de setembro de 2007

No Limiar da noite


No limiar da noite
ofereço-me a calmaria
dos dias apressados,
sem chama,
descoloridos,
lentos.
Rasgo gestos premeditados,
visto longas vestes
negras,
opacas,
que ofuscam
a aurora
de uma viagem pensada.
Guardo sorrisos
numa concha hermética
lanço a chave
na profundeza dos sonhos.

-Lá, só vou eu
e meus convidados -.

1 comentário:

Manuela Fonseca disse...

Belíssimo! Delicado e arrogante, ao mesmo tempo...

Sinceramente, espero ser tua convidada! :)

Beijos*