terça-feira, 25 de setembro de 2007

Rodopia o vento


Rodopia o vento
gira a tempestade
e a bonança tarda a chegar.
Soltas as vontades
irreverências despertam.
E a atenção não é presente.

O jovem flutua
em espaços ambíguos,
lutam, imploram razões
que tardam a chegar.
Encontros ou desencontros
filosofias que alimentam
utopias desejadas.
Passos incertos
paredes escorregadias
atropelos que não se evitam.

E o adulto não sabe
o limite da impaciência.
Soltam as amarras
prendem a liberdade.

E o jovem perde-se
num espaço que não o procura
apenas o entrega
ao acaso dos momentos.

1 comentário:

Mel de Carvalho, www.noitedemel.blogs.sapo.pt disse...

Um retrato muito realista do mundo em que se vive.

Gostei sim, minha amiga.
Deixo-te um beijo d(a)e Mel