terça-feira, 18 de setembro de 2007

Podes chamar-me alienada


Podes chamar-me alienada
por querer o sol prateado.
É miragem, bem sei,
rápida, momentânea,
mas quero-me assim,
louca.
Quero ser néctar,
não ter tantas estrelas
ser eu, desnudada
sem nada a reluzir.
Chama-me louca,
assim.
Neste búzio onde habito,
vislumbro pela fissura
um oásis, ziguezagueando
entre os espaços dos dedos.
É, quero ser louca,
assim.
Não ter loucuras
que atormentem a alma,
o meu coabitar.

Chama-me louca,
serei!

2 comentários:

Manuela Fonseca disse...

Um poema que é a tua cara, Rosa Maria!

Adorei a leveza das palavras!

Bjs*

Nilson Barcelli disse...

Alienada
Louca

hehehe...

Pediste...

Desculpa brincar, mas li alguns poemas teus e fiquei completamente fascinado como escreves.
Vou ter que vir aqui com muita calma e tempo, porque se não me engano és um caso sério na poesia.

Beijinhos